quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Bye Bye Blackbird by Peggy Lee

Menina Mulher

Nascimento de Vénus, de William-Adolphe Bouguereau

A poesia é carne e alma
dentro da língua dos poetas
nos desassossegos das idades
pequena e imensa de desejos
nesta recusa de falar das tristezas
assim sou sem disfarce, nesta entrega
dou o meu sangue ao que acredito
nestes delírios de sentir e amar
numa sede imensa que carrego
num perpétuo sonho com a poesia
numa revelação sem tempo

Nunca aprendi os agrados falsos
só tenho o que sou capaz de aprender
as coisas do amor são difíceis
no mar que está em mim, correntes
ondas, algas, areias, peixes, marés
mas e eu que insisto em ver
os verdes, os azuis, as ondas
os horizontes em cantos
por isso insistem em me dizer menina
Não vêem a mulher
que atrai as águas em cantos de paixão,
que desenha as secretas vozes de sal e
escava corações com imagens e palavras

Guardo um lobo nos meus sonos
não semearei desgostos maiores
nas noites de ventos
Vi sempre as estrelas
apoquentada pelos silêncios
emudeço a minha voz
logo me deleito com os sons
do marulhar ao longe
nesta cidade que me abriga, onde
caminho dentro de mim
as memórias jogam entre si
depois de nada me servirá dizer
mulher menina mulher

Constança de Almeida Lucas

Babel

Segundo o livro bíblico Géneses os descendentes de Noé, o que se safou do dilúvio, com a finalidade de chegar aos céus começaram a construir uma torre que deveria ser enormíssima. A Torre de Babel. Ao que Jeová – Deus do Antigo Testamento, danado com tal ousadia fez com que os construtores começassem a falar línguas diferentes para que assim não se entendessem e não levassem avante aquela magnânima obra de engenharia, da terra ao céu, justificando os diversos idiomas pós diluvianos.

Nem tem discussão o avanço tecnológico; as telecomunicações, os transportes de alta velocidade, viagens espaciais com a instalação tão útil dos policias satélites, enfim… no campo da medicina, todos progressos conhecidos, os diversos transplantes, descoberta do ADN, tem o ser humano capacidade de clonagem de tecidos ou órgãos, até seres completos. Fomos à Lua, naquela corrida contra os russos, vamos a Marte tirar fotografias e recolher amostras para os cientistas, etc..

Porém, em matéria da dignidade humana, para não lhe chamar dos direitos humanos, estamos muito longe de um desenvolvimento aceitável, aquém dos progressos científicos. Descobrimos e desenvolvemos novas estradas de comunicação; com a Internet ficamos com a sensação que o mundo está ligado, comunica, mas é precisamente nesta matéria que falhamos redondamente, temos os meios, mas não nos ligamos, recolhemos informação, mas não aplicamos os conhecimentos, será sempre necessário um bom processamento dessa informação e agir. Louvadas as mobilizações globais convocadas através na Rede, mas representam muito pouco, exige-se mais. Uma boa dose de autocrítica que nos facilitará a humildade necessária para o entendimento, é também o problema do companheiro ao lado e que juntos, até porque pensamos mais, podemos alcançar a qualidade de vida, desejada.

Não é assim, talvez por maldade de Jeová, a coisa parece a “verdadeira” Torre de Babel, evidentemente que estava o mundo na maior se o problema fosse português e fora tudo estivesse muito bem, mas não, muito pelo contrário, como muito bem mostra o filme, BABEL, que merece a nossa atenção, chega a ser penoso verificar como este mundo perde as pessoas, nos atrapalhamos uns aos outros pela falta de comunicação, incrível, com a gravidade que implica e a infelicidade gerada. Mais uma vez fica em evidência que quanto mais pobres somos, maiores são as dificuldades em nos fazermos entender, até porque a riqueza traz o poder que facilita a demonstração da nossa razão e nem é preciso comunicar muito, fala a prepotência.

Infelizes aqueles que não conseguem olhar a humanidade como um todo, nos direitos e no respeito, na dignidade, muito infelizes são.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Vida e morte II

"Deu o vento, levantou-se o pó:parou o vento, caiu. Deu o vento, eis o pó levantado: estes são os vivos. Parou o vento, eis o pó caído;estes são os mortos. Os vivos, pó, os mortos, pó: os vivos pó levantado, os mortos pó caído; os vivos, pó com vento, e por isso vãos; os mortos pó sem vento, e por isso sem vaidade. Esta é a distinção, e não há outra".
Padre António Vieira, Sermão de Quarta-feira de Cinzas, 1672

Vida e morte I

"Falamos incessantemente do amor, confundimo-lo com o desejo, a saudade, a solidao e o desespero, enfiamos na palavra amor tudo o que dentro de nós é escuro - e esquecemos a coragem bruta que é a matéria-prima do amor".
Inês Pedrosa in Única 16/02/2008

oração

«Creio nos anjos que andam pelo mundo,
Creio na deusa com olhos de diamantes,
Creio em amores lunares com piano ao fundo,
Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes,

Creio num engenho que falta mais fecundo
De harmonizar as partes dissonantes,
Creio que tudo é eterno num segundo,
Creio num céu futuro que houve dantes

Creio nos deuses de um astral mais puro,
Na flor humilde que se encosta ao muro,
Creio na carne que enfeitiça o além,

Creio no incrível, nas coisas assombrosas,
Na ocupação do mundo pelas rosas,
Creio que o amor tem asas de ouro. Ámen»

Natália Correia

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Guardar o que está perdido

«Les Demoiselles d'Avignon», Pablo Picasso

A mulher de Noé não queria entrar na arca e chegou mesmo a esbofetear o marido. A Bíblia silencia a respeito desse episódio do Dilúvio, mas sua veracidade é irrefutável.(...) A mulher de Noé esbofeteou o marido? Sim e não: É verdade e é mentira, realidade e ficção. Esse facto, ou preclara invenção da manhã dos tempos, conduz-me à natureza da vida, e seu desdobramento criador que é a arte. A criação literária é ao mesmo tempo confissão e escondimento. Todos falamos a verdade e todos mentimos. A nossa própria existência, soma inumerável de versões intestinas e alheias, é uma ficção.
...

(Jornal de Letras, artes e ideias) Lêdo Ivo

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

“volúpia”


Lágrimas.
E…
As mãos finas envolventes são facas.
As bocas vermelhas, sufocam!
Os corpos são duros e frios…


Ao canto do quarto preto
Cabeça toda deitada, chora.
Enquanto as mãos e as bocas
Envolvem com violência
Lá no canto preto do quarto…

Quarto nu.

Abdul-Hamid

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Sonhava tatuar um citroen ax na omoplata.
A pequenez da sua casa atingiu-a como uma rajada de vento. Subitamente precisava de um espaço maior, um quarto para cada angústia, uma sala para cada esperança.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Procissão (António Lopes Ribeiro)

Eu, não! Nós


O que é o meu sofrimento, por um amor perdido?
Sabendo que o sofrimento do mundo é do tamanho do mundo.
O que me dói? Nada!
Ou quase nada, porque só me dói a mim.

Nós, também sou eu, mais os que sofrem,
Essa é a dor que realmente custa, que desafia.
Eu, o ínfimo.
Nós, os que querem sentir juntos, essa é a mor dor.
Por que vale a pena chorar… e lutar!

Digam, seus poetas do eu,
Quanto vale o vosso sofrimento.
Digam!

Eu quero sofrer junto,
Custa menos e a razão é maior.
Eu, quero ser nós!

Abdul-Hamid

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

não existem outros deuses antes ou depois

"Nosso único critério de julgar uma arma ou uma ferramenta é sua beleza. Os meios já são os fins, de certo modo, a insurreição já é nossa aventura; Tornar-se É Ser. Passado & futuro existem dentro de nós & para nós, alfa & ômega. Não existem outros deuses antes ou depois de nós".

Recomeça

Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.

Miguel Torga

Sem nada, espero...

Abra-se a porta
e dela
a vida, renascida.


Viesse e chegasse
como um susto relâmpago.

Venha! Deste nada, vazio;

a vida,
o momento.

Quando for, que a porta se abra
estarei esperando.
Grávida!


Cuidarei com a própria vida.

Espero do nada
o momento...

Da porta
abrir...


Abdul-Hamid

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Marina

Falar de Marina sempre é complicado, pois há um certo conflito entre o que a cabeça de cima pensa e o que a cabeça de baixo im(v)agina.
Marina havia sido agraciada, desde tenra idade já, com um corpo esculpido, carregado de ingênua voluptuosidade.
Falei ingênua, porque Marina não precisava querer os homens a seus pés, ela os tinha.
Era uma fêmea que mesmo sem querer transpirava cio, exalava tesão, contagiava todos os machos a seu redor, bastando-lhe ser como era. Uma verdadeira “potranca” como diriam os amigos lá do sul.
Pele morena, quase jambo, perfeita, um metro de setenta de altura, uns sessenta e cinco quilos de carne firme, cabelos grossos e fartos, sempre bem lavados e brilhantes, dentes alvos que brilhavam numa boca bem delineada por um batom cor do pecado, rosto que misturava o angelical e o demoníaco na dose certa (às vezes um mais que o outro), seios médios do tipo pera, com os biquinhos duros o tempo todo, uma barriguinha malhada pela própria natureza, uma bunda redondinha que rebolava no ritmo dos passos, coxas e pernas dignas de uma obra de Miquelângelo e pés, nos quais cada dedinho era uma pérola de raro valor.
Aquela música do Francis Hime e do Cacaso parecia realmente ter sido feita para ela.
Naqueles dias estava acontecendo a Bienal do Livro no Ibirapuera e Marina, por sua simpatia e seus outros dotes óbvios, havia sido contratada por uma editora para atender ao público no imenso stand que alugara.
Muito embora houvesse toda uma preocupação com ar condicionado e ventiladores imensos e potentes em cada canto, o calor daquele dia deixava qualquer um de língua de fora.
Marina desfilava no stand, sobre lindas sandálias com um salto de 15 centímetros, que mais ainda destacavam as formas de suas pernas e coxas morenas e gostosas.
Como eu havia chegado cedo e tinha sido um dos primeiros a entrar na exposição, logo aluguei um carrinho daqueles de supermercado, pois iria comprar diversos livros que precisava para minha profissão. Tratei de providenciar logo as compras necessárias, já programadas com antecedência, cuidando para que pudesse chegar ao stand de Marina próximo ao meio dia.
Quando me viu chegar, empurrando aquele carrinho parcialmente cheio de livros já adquiridos, entusiasmou-se comigo, pois dependia da comissão de venda.
Logo que se aproximou de mim senti-me inebriado com seu perfume e deveras tocado com o sorriso com o qual me brindou.
Simplesmente não conseguia parar de olhar aquela boca sensual, aqueles lábios mágicos, verdadeira jura de beijos incríveis.
Marina obviamente notou e, com uma dose de picardia perguntou: “Por que olha tanto para minha boca? Está querendo me beijar?”.
“Para lhe ser bem transparente, quero beijá-la todinha, horas a fio!” – respondi, colocando minha mão no seu ombro e acariciando levemente sua nuca e seus ouvidos.
Marina corou e, olhando bem em meus olhos, fez com a boca aquele sinal de beijinho, disfarçada e rapidamente, em meio a um sorriso arteiro e envergonhado.
Foi o incentivo que eu buscava. Foi a faisca necessária para incendiar todos os meus impulsos de macho. Foi o “sim” para uma tarde que certamente prometia.
“A que horas você sai daqui?” – perguntei.
“Saio às 14:00 horas!” – respondeu. “O que tem em mente? – arrematou.
“Tudo o que você pode e o que você nem pode imaginar! – respondi com um sorriso nos lábios, também lhe mandando aquele sinal de beijinho.
Passei-lhe um pequeno bilhete com meu nome e o número do meu celular e lhe pedi para me ligar na hora em que estivesse de saída.
Para disfarçar um pouco, comprei um livro de instruções para o cultivo de bonsai e saí.
Ainda passei num outro stand ali próximo, onde comprei mais dois livros que precisava e depois me dirigi à lanchonete, onde, em meio a um rápido lanche, fiquei esperando o tempo passar.
Às duas e quinze meu celular tocou e ouvi a voz de Marina me dizendo que estava liberada de seu trabalho.
Em poucos segundos combinamos um local de encontro e logo já estávamos caminhando rumo a meu carro.
Descarreguei meus livros e os acomodei no porta malas, abri a porta do carro para Marina, entrei e, não aguentando mais a sedução do momento, beijei os lábios daquela fêmea estonteante, buscando sua língua com tanta sede que, a respiração de Marina se entrecortou e seu coração disparou. Isto sem falar nos biquinhos de seus seios, que de tão endurecidos pelo tesão, quase perfuravam os tecidos que os guardavam.
Procurei me acalmar um pouco e a convidei para almoçar.
Conhecendo-nos melhor, almoçamos em um restaurante próximo, onde serviam um ótimo bife à parmegiana. O vinho que tomamos nos fez muito bem, uma vez que minou as já pequenas resistências que haviam.


Entre sorrisos e insinuações bem picantes nos convidamos mutuamente para a continuação do programa, em algum Motel da redondeza.
O problema é que pouco conhecia aquela região de São Paulo e não tinha nenhuma idéia de onde poderia encontrar um Motel.
Saí dirigindo a esmo, com os olhos atentos ao trânsito, mas ao mesmo tempo procurando alguma indicação quanto a um Motel.
Foi então que Marina me surpreendeu.
Colocou sua mão esquerda sobre minha coxa direita e começou a acariciar. Ía até o joelho e voltava até virilha.
Procurei me ajeitar melhor no banco do carro, permitindo que meu pau achasse mais espaço dentro da apertada calça.
Marina se virou para mim, reclinou seu rosto sobre meu ombro e simplesmente agarrou meu pau sobre o calça, iniciando carinhos mais ousados e estonteantes.
Abaixou-se um pouco e passou por baixo de meu braço, encostando sua cabeça sobre minha barriga. Rapidamente abriu o ziper de minha calça e com jeito libertou meu pau que já latejava de tesão por aquela deusa.
Em segundos já o tinha na boca e o sugava com maestria. Minha glande, dilatada ao máximo e rubra de tesão, com um início de visgo já brotando foi abocanhada por aqueles lábios gostosos e senti quando sua língua passava sorvendo o líquido que brotava.
Era difícil dirigir naquela circunstância e ainda procurar um Motel.
Foi então que vi um hotel bem simples, mas aparentemente decente, e falei para Marina dar um tempo que iria providenciar-nos um ninho de amor.
Entrei e falei ao recepcionista que não iríamos ficar hospedados, mas tão somente tomar um banho e descansar do trabalho da Bienal.
Paguei antecipadamente a despesa, pedi água mineral e um maço de cigarros, estacionei o carro numa vaga na lateral do Hotel e subimos para o apartamento.
Mal fechei a porta e já o tesão tomou conta do ambiente.
Agora sim éramos um do outro sem impedimentos. Finalmente aquela fêmea me pertencia como a queria. Minha!
Fomos arrancando a roupa um do outro entre beijos bem doidos e gemidos de tesão e fomos levando um o outro para baixo do chuveiro.
Marina não largava meu pau e o punhetava e acariciava sem parar.
Debaixo do chuveiro o sabonete, às vezes em minha mão e outras na mão de Marina, excursionava por nossos corpos, ao mesmo tempo lavando e perfumando e deixando-nos cada vez mais doidos pelo tesão.
Sentei Marina sobre a tampa fechada do vaso sanitário e, ajoelhando-me entre suas coxas morenas, afundei minha boca naquela vagina encharcada de fluidos e latejante de excitação.
Marina suspirou profundamente ao sentir minha língua lhe pincelando o grelhinho e a invadindo na profundidade possível.
Em segundos já gemia alto, tentando se acomodar o melhor possível junto à parede do banheiro.
O cheiro do cio tomou conta do ambiente e, aos gritos, Marina explodiu num gozo farto e sacudido.
Seus seios estavam duríssimos, seus biquinhos inchados e tesos.
Boca aberta, olhos parados e pupilas dilatadas, corpo tremendo nos últimos espasmos do gozo.
Ergui-me um pouco e a beijei com ternura, mas minha língua lhe sinalizou que aquele apenas seria o primeiro de muitos gozos daquela tarde.
Nos secamos um pouco com as toalhas do banheiro e fomos para a cama.
Marina, incialmente, deitou sobre mim, beijando minha boca com uma mescla de ternura e crescente desejo. Foi abrindo as pernas e senti sua vagina se encaixando em meu pau que já doía de tanta excitação.
Minha glande foi sendo engolida por aquela vagina quente e ensopada e senti que Marina já estava refeita, pronta para o próximo gozo.
Ergueu-se sobre mim e sentou-se sobre meu pau que foi literalmente engolido para dentro daquele vulcão de tesão.
Marina agora era a dona da situação. Galopava sobre mim, gemia e pronunciava palavras incompreensíveis, seus seios duros agitavam o ar, suas mãos se apoiavam no meu peito e o arranhavam como se fosse uma pantera a devorar sua presa.
Em um ou dois minutos ela já urrava próxima ao gozo e minhas resistências também terminavam na mesma hora.
Explodimos juntos num gozo inesquecível.
Esvaí-me naquela fêmea em meio a fortes gemidos.
Marina caiu sobre mim e ali ficou, arfando e pulsando, enquanto a acariciava e beijava.
Aquele corpo moreno, gostoso, quente e firme, aquela pele sedosa e cheirosa, aqueles cabelos grossos e fortes, aquela boca carnuda e tesuda e aqueles seios duros e firmes, que apertavam meu peito, produzia em mim um tesão tal, que impediu meu pau de amolecer.
Ainda escorrido de gozo ele permaneceu duro, como se quisesse logo, partir para o próximo gozo.
Marina notou isto e imediatamente se ocupou dele. Deitou-se entre minhas pernas e começou a chupá-lo, a lambê-lo, tirando dele o restinho de gozo.
Mamava nele como se estivesse com fome, com sede.
Massageava meu saco e apertava cada um dos ovos com a firmesa certa, como que ordenhando, como que preparando o próximo gozo.
Sua boca quente e gulosa e aquela língua maravilhosa fizeram com que tremores começassem a perspassar todo o meu corpo. Choques elétricos me atiçavam à toda hora.
Ela se ergueu um pouco, olhou-me nos olhos e falou: “Quero o seu leitinho aqui na minha boca, amor!” – e logo senti que meu coração disparava.
Percebendo que o gozo me chegava, Marina aumentou a pressão dos lábios e engoliu meu pau completamente. Sentia a glande na sua garganta e então explodi num gozo forte, latejante, sacudido, enquanto Marina sorvia cada jato de leite, engolindo tudo e lambendo o que excedia e escorria.
Ali ficamos deitados, um sobre o outro, nos acariciando, sentindo o pulsar do coração um do outro até que o tesão se reacendia e nos amamos muito, a tarde toda, como se o mundo lá fora não existisse.

»L?ã?¤Ðå¤Met?o«