quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

não quero mais palavras, dá-me gestos

Já dissemos tanto, Amor, que as palavras estão cansadas pela espera dos gestos que jurámos.

Sinónimos que temos sido no amor que não fizemos , pelo encontro em que ainda não fomos…

E suspiram em nós as palavras, ardentes de desejo, de toque e de carícias...

… Que um beijo é só beijo quando escrito. Mas um beijo como o que te sonho, é saliva, mar, calor, areia do deserto… E os meus membros são longas frases que não te abraçarão só no papel mas na pele morena que sou, como o meu corpo será deserto, escaldante no que se sente, vulcão no que nele se provocar.

Em gestos.

E as palavras sairão da boca, enquanto a língua as formula na caverna do meu desejo, como carícia que construo, pelo gesto, entre os lábios e o mais fundo de mim.                         Alma

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Livre





D’ora avante, que as minhas palavras sejam beijos
Pétalas perfumadas tocando teus lábios
Rio cristalino transbordando desejo
Apenas carícias e mel
Gotas em ping-ping de paixão
Folhas de Outono deixando saudade
Coloridas e leves voando amor (livre!)
Presença querida em sonhos risonhos

Não mais te causarão angústia, não mais



Vanda Romeu