domingo, 26 de fevereiro de 2012

sintir-te num sinto-me


Ele,

que antes foi Palavras, Sorrisos, Bálsamos do que nos falhou pela Vida, em Sangue pois sempre acreditámos no Horizonte, com a força da Alma que preconiza dias melhores, os seguintes, os que se quiserem.

        vem pois, Abraço prometido e Meu, dono do meu sim, do meu não, jurados na singeleza da Partilha que só é possível quando se encontraram parte das respostas e se colocam novas perguntas... e sermos Desejo nascido na Solidão, do Prazer perdido pela Incompreensão, quando os abismos pensam que se cumprem e nós os negamos.

nada é Terminal, tudo é Começo, Fonte e Vida.

       tu, Simplicidade que transporta consigo o cheiro de Pele, não sentida ainda, virgem das carícias que gastámos por aí... e poder Ser, Ser-te, Amar, Amar-te de novo, Reconstruída, Inédita, como se a Alma fosse de novo Pura, como se o Corpo se renovasse e o Fogo se atiçasse na simples Luz desse Olhar.

   no Depois…

        sentir-te e Mulher em cada carícia, em cada olhar com que me envolves, nos braços que me estendes, suadas as mãos pela espera. e sou mudez pois somos Palavras gastas, não como no poema mas antes na espera da Possibilidade, que Criámos, que Ousámos.

porque neste, como em qualquer outro momento da Vida, só não se consegue aquilo  que não se quer verdadeiramente.

                                                     como eu te quero...

Alma

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

contigo, apetece-me ser...


macia;
                                           como o veludo.

terna;
                        como um abraço.

luminosa;
                                              como a luz mais natural.

quente;
                                     como a natureza.

tranquila; 
                                              como o entardecer.

                                                                         depois, não serei mais nada!


ou talvez ainda...

Mulher;         
                      em ombro, olhar e sorriso.

Amiga;        
                                em mão, ouvidos, palavras.

Amante                          
                                           à tua medida. simplesmente.    Alma

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

sê amor comigo...



fala-me de Amor ao ouvido, em silêncio.
sê esse sussurro terno que me arrepia a pele sem toque mas com a verdade toda e inteira da tua alma.
o mundo não precisa de saber de nós, do desejo, da paixão-conquista num entrelaçar rápido de olhares e de dedos...
conjuga só para mim esse verbo que repetes sem cessar, não ao mundo, mas em mim, como pedra cinzelando, gravando a carne, despertando a vontade e o desejo de outrora...
... para que eu não me sinta tão só...
... para que não me reconheça nesse quem esquecido...
... como se eu  fosse em ti e não apenas mais um mero assistente de mim em ti, presença obrigatória na primeira fila do aplauso...
eu não sou assim, não sei ser assim.
prefiro manter-me esquecida, lembrada apenas por quem acompanha.
... e sinto que me esvaio por entre os teus dedos.         Alma