sábado, 10 de março de 2012

simplesmente... desejo!




se no roçar da minha vontade pela pele do teu rosto eu despertasse em ti o desejo de respirares ofegantemente, comigo, em coro, até ao grito final que seria a rendição consensual dos nossos corpos e almas...

se eu conseguisse que sentisses não apenas o que denuncias em palavras, em vontades imaginadas criadas para quem te ouve, mas para quem te sente assim, por dentro, desconhecido que na minha vida, na minha pele e carne assim se inscreveu com a determinação de uma impressão digital que me descontém, me traz perdida, me faz abandono das minhas certezas, do meu recato e me traz  arrastada pelas ruas do prazer, como se outra força não houvesse se não a da sua voz e a sombra do seu rosto, e o não sei quê do seu sorriso, do seu cheiro ... tu-Todo!

ah! se eu conseguisse amar todas as tuas horas e minutos, transformá-los em sorrisos, em deleites, sem rugas de testa, sem olhares vazios e ser beijo em cada um dos teus movimentos, durante o teu sono, … e sempre…

e ser tua, na aceitação suprema do delírio em que me transformas e em que eu me rendo só para te dar a certeza de que sou mesmo eu e não o eco do que tu conheces e me estranha…

… como agora, quando sufocas-me o grito e explodes-me por dentro.

Alma